Países do BRICS+ detêm mais de 17% das reservas mundiais de ouro: Relatório

10-04-2026

USA Gold


Os bancos centrais globais têm comprado ouro em ritmo recorde, adquirindo em média cerca de 1.000 toneladas nos últimos quatro anos, e esse ímpeto deve continuar em 2026.

Central Asia

Grande parte disso pode ser atribuída às economias emergentes. liderado pelos países BRICS+, que têm usado o ouro como estratégia principal para se protegerem contra riscos geopolíticos e a influência da moeda americana.

UM novo relatório O EBC Financial Group estima que o bloco detém atualmente cerca de 6.000 toneladas das reservas mundiais de ouro, ou 17,4% do total global, um aumento em relação aos 11,2% registrados em 2019. A Rússia lidera o grupo com 2.336 toneladas, seguida de perto pela China com 2.298 toneladas. O terceiro maior detentor é a Índia, com 880 toneladas.

Entre 2020 e 2024, os países do BRICS+ foram responsáveis ​​por mais da metade de todo o ouro comprado por bancos centrais globalmente, afirmou a EBC, destacando o que considera uma “mudança estrutural” em sua estratégia de reservas, que remonta às sanções ocidentais contra a Rússia em 2022, após as quais as compras de ouro dobraram, passando de cerca de 500 toneladas para 1.000 toneladas.

Mudança na estratégia de reserva

Mas, como observa o grupo financeiro sediado em Londres, a acumulação de ouro é apenas um lado dessa mudança. O outro é a participação decrescente do dólar americano nas reservas globais. Dados do FMI mostram que a participação do dólar caiu de 71% em 1999 para cerca de 57% no final de 2025, seu nível mais baixo desde 1994.

Desde 2014, as reservas de ativos denominados em dólares dos bancos centrais permaneceram essencialmente estáveis, observou o BCE.

Entretanto, a participação do ouro nas reservas oficiais mais que dobrou, passando de menos de 10% em 2015 para mais de 23% atualmente. Grande parte disso reflete a valorização do preço do ouro, mas destaca inequivocamente que os bancos centrais estão alocando uma parcela crescente de seus portfólios ao ouro, e a guerra no Oriente Médio apenas reforçou essa urgência, afirmou o grupo.

O relatório também citou a pesquisa de 2025 do Conselho Mundial do Ouro, que revelou que 73% dos banqueiros centrais em todo o mundo acreditam que a participação do dólar nas reservas diminuirá ainda mais nos próximos cinco anos, e 43% dos bancos centrais pesquisados ​​planejam aumentar suas reservas de ouro, ambos índices recordes.

Sobre a possibilidade de aceleração das compras de ouro, o relatório do BCE destacou vários desenvolvimentos importantes que podem valer a pena acompanhar.

Uma delas é a China, como por exemplo, se retomará a divulgação pública dos aumentos em suas reservas de ouro, o que não faz desde maio de 2024. No final de março, o banco central chinês completou 17 meses consecutivos comprando ouro.

Outro fator potencial é se nações como a Arábia Saudita ou os Emirados Árabes Unidos seguiriam a estratégia da Rússia e da China e aumentariam suas alocações formais de ouro. A Arábia Saudita, em particular, é considerada uma incógnita. Uma redução para uma alocação de apenas 5% em ouro exigiria compras equivalentes a toda a demanda projetada pelo banco central para 2026, provenientes de um único comprador, observou o BCE.

Além disso, o grupo afirmou que é preciso ficar atento a novas quedas na participação do dólar nas reservas na próxima divulgação do COFER do FMI, uma vez que cada queda incremental reforça a narrativa que impulsiona a demanda soberana por ouro.


Citado de mining.com

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