Brasil rejeita 'TerraBras' enquanto acordo de mineração com os EUA está paralisado.

2026-04-27

brazil

O governo brasileiro não vê necessidade de uma empresa estatal de minerais críticos.Imagem de banco de imagens)

O ministro da Indústria, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta sexta-feira que o Brasil não vê necessidade de criar uma empresa estatal para minerais críticos, rejeitando propostas para uma entidade com apoio do Estado.

minerals

“Não há necessidade alguma de criar uma empresa estatal para realizar a exploração ou o processamento de minerais críticos”, disse Rosa. emissora local CanalGovAlém disso, o atual quadro regulatório já oferece incentivos para o setor.

Seus comentários surgem em um momento em que uma proposta de estrutura nacional para minerais críticos permanece estagnada no Congresso e o governo Lula não cumpre seu próprio prazo para apresentar uma estratégia de mineração mais abrangente.

O projeto de lei, liderado pelo deputado federal Arnaldo Jardim, inclui um fundo de até 5 bilhões de reais (US$ 1 bilhão) para apoiar projetos de mineração, embora autoridades tenham manifestado preocupação com disposições que poderiam ampliar a intervenção do Estado.

O Ministro das Finanças, Dario Durigan, afirmou que a futura estrutura priorizará a soberania nacional e a criação de valor interno, sem depender de amplas isenções fiscais. Ele argumentou que a forte demanda global já é suficiente para atrair investimentos, enquanto ferramentas específicas, como o programa Eco Invest, serão utilizadas seletivamente para apoiar projetos.

“Os minerais críticos brasileiros são valiosos demais para que quaisquer potenciais entraves políticos os impeçam de prosperar”, disse Neil Harrington, vice-presidente sênior para as Américas da Câmara de Comércio dos EUA, em uma cúpula em São Paulo no mês passado.

“Do ponto de vista estratégico, econômico e de investimento, faz muito sentido que ambos os países não se envolvam nesse setor”, observou Harrington.

iron ore

A incerteza política não está paralisando projetos, mas tornando a alocação de capital mais seletiva, particularmente para investimentos de maior risco no setor de refino e distribuição, à medida que os desenvolvedores buscam sinais mais claros sobre licenciamento, financiamento e o papel do Estado, disse Carlos Nogueira, consultor sênior da Plusmining no Brasil, ao MINING.COM.

A ausência de uma política clara não está impedindo o investimento, mas está limitando a quantidade de capital que o Brasil pode atrair, enquanto medidas como a agilização do licenciamento poderiam acelerar significativamente os cronogramas dos projetos, acrescentou Adriano Drummond Trindade, advogado brasileiro especializado em mineração.

Outros analistas apontam para um vácuo político mais amplo que está evidenciando o crescente atrito entre Brasília e Washington, com a falta de compromissos diplomáticos. visitas bloqueadas e as tensões comerciais complicam os esforços para garantir um acordo bilateral sobre minerais antes das eleições brasileiras de outubro.

Estado por estado

Apesar da ausência de um acordo federal, os EUA estão aprofundando o envolvimento em nível regional. Goiás está avançando com um memorando de entendimento com parceiros americanos para expandir a pesquisa, o investimento e o processamento ligados à operação de terras raras em Serra Verde. 

Serra Verde tem garantiu um empréstimo de 565 milhões de dólares da Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA e é atualmente alvo de um Aquisição de US$ 2,8 bilhões pela USA Rare Earth (NASDAQ: USER).

O acordo tem o potencial de criar um dos poucos produtores ocidentais de terras raras pesadas fora da China. Inclui um contrato de fornecimento de 15 anos com preços mínimos, representando uma mudança em relação às exportações anteriores para a China.

Rafaela Guedes, do Centro Brasileiro de Relações Internacionais, afirmou que a transação fortalece o papel do Brasil na diversificação da oferta, mas alertou que ela não chega a construir uma base industrial sólida.

“Sem políticas claras para agregar valor, desenvolver tecnologia e alinhar a mineração à indústria, o Brasil pode acabar negociando ativos individualmente, em vez de adotar uma estratégia nacional.” ela disse.

Outras empresas, incluindo Esclarece os recursos (TSX: ARA) e Recursos meteóricos, também garantiram financiamento com apoio dos EUA para projetos em fase inicial.

Mercado estratégico

As vastas reservas de terras raras do Brasil o tornam um prêmio estratégico, à medida que Pequim intensifica os controles de exportação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem pressionado por processamento doméstico e parcerias diversificadas, incluindo acordos recentes com a Índia, resistindo à pressão para simplesmente exportar matérias-primas.

O processamento doméstico é cada vez mais impulsionado pela viabilidade econômica dos projetos, e não apenas por políticas públicas, especialmente no caso de terras raras e lítio, onde o pré-processamento costuma ser necessário, embora aumente os custos de capital e os riscos de execução para os investidores, afirmou Nogueira.

A construção de uma cadeia de valor competitiva para terras raras provavelmente exigirá parcerias com os EUA para acessar tecnologia de processamento avançada e inovação, já que o Brasil enfrenta grandes barreiras técnicas para igualar as capacidades da China, afirmou Juan Ignacio Guzman, chefe da consultoria GEM.

Segundo Trindade, incentivos, em vez de restrições às exportações, são o caminho mais eficaz para o desenvolvimento do processamento interno, enquanto propostas como impostos sobre exportações ou intervenção estatal correm o risco de prejudicar a competitividade. Ele acrescentou que o cenário geopolítico atual pode favorecer o Brasil como um destino neutro para investimentos, caso haja maior clareza nas políticas públicas.

Debate sobre uma possível entidade apoiada pelo Estado. frequentemente apelidados de “TerraBras” (Terra = terra em português e Bras = abreviação de Brasil), aumentou a incerteza regulatória, mesmo que as autoridades insistam que nenhum plano desse tipo esteja sendo considerado. Em vez disso, as autoridades afirmam que o foco continua sendo atrair investimentos privados e expandir a capacidade de refino.

Segundo Nogueira, a competição geopolítica provavelmente levará o Brasil a adotar uma estrutura flexível que evite escolher entre os EUA e a China, preservando o acesso ao processamento chinês e, ao mesmo tempo, incentivando investimentos ocidentais e parcerias tecnológicas.

Empresa de consultoria Speyside Group pontos A agência destaca a combinação de diversidade mineral e energia relativamente limpa do Brasil como uma vantagem competitiva, mas alerta que políticas fragmentadas, implementação deficiente e desalinhamento com os padrões globais de ESG (Ambiental, Social e de Governança) podem atrasar projetos e aumentar custos.

Com 13 projetos de lei relacionados a minerais críticos Segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM), o impasse legislativo já está afetando as decisões de investimento e atrasando parcerias, de acordo com analistas. Sem uma estratégia unificada, especialistas afirmam que o Brasil corre o risco de perder a oportunidade de alinhar o interesse estrangeiro às suas ambições industriais, em um momento em que a demanda por minerais críticos se acelera.


Citado de mining.com

Obter o preço mais recente? Responderemos o mais breve possível (dentro de 12 horas)

40px

40px

40px

40px

Obter o preço mais recente? Responderemos o mais breve possível (dentro de 12 horas)