O Brasil dará prosseguimento à sua política de terras raras este ano, e não uma empresa estatal.

15-04-2026

O chefe da agência reguladora de mineração do Brasil afirmou na terça-feira que espera que uma política nacional para minerais críticos seja divulgada nos próximos dois a três meses, acrescentando que uma proposta criar uma empresa estatal A questão das terras raras não foi uma iniciativa governamental.

Critical Minerals

Mauro Sousa, diretor-geral da Agência Nacional de Mineração (ANM) do Brasil, disse em uma coletiva de imprensa que 13 projetos de lei em tramitação no Congresso abordam terras raras e minerais críticos.

Nos últimos dias, novos projetos de lei propondo a criação de uma entidade estatal denominada "Terrabras" foram apresentados por legisladores, o que levou a associação da indústria de mineração Ibram a se opor à ideia.

Capacidade de refino limitada

O grupo afirmou na segunda-feira que a fragilidade do Brasil na mineração de terras raras não decorre da falta de participação do Estado, mas sim da limitada capacidade de separação e refino em escala industrial, além de outros fatores como financiamento insuficiente e insegurança jurídica que desestimulam o investimento.

“Ainda não examinamos essas propostas (Terrabras) em detalhes para avaliar seu conteúdo”, disse Sousa.

Ele afirmou que o governo estava em negociações com o deputado Arnaldo Jardim sobre um projeto de lei para criar uma política nacional para minerais críticos e estratégicos – que não incluía uma previsão para uma empresa estatal – e havia solicitado que o urânio fosse incluído.

A expectativa era de que o projeto de lei apresentado por Jardim fosse aprovado ainda este ano, já que as discussões já estavam em estágio avançado, acrescentou Carlos Leonardo Durans, diretor do Departamento de Desenvolvimento de Insumos Intermediários do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

“Queremos facilitar a entrada de capital com requisitos de valor agregado, mas até agora não houve nenhuma discussão sobre a criação de uma empresa estatal de minerais críticos”, disse ele na mesma coletiva de imprensa.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem afirmado repetidamente que o Brasil não deve permanecer apenas um exportador de commodities no setor de terras raras, enfatizando a necessidade de desenvolver capacidade de processamento nacional na maior economia da América Latina.



Apesar da baixa produção, o Brasil possui vastas reservas desses minerais, essenciais para a fabricação de equipamentos de alta tecnologia.

No mesmo evento, Julio Nery, diretor de assuntos de mineração da Ibram, afirmou que mais de 10 projetos de exploração “altamente promissores” estavam em andamento no Brasil, com foco especial em argilas iônicas, mas ressaltou que ainda dependiam de estudos geológicos.

“Para colocar uma mina em funcionamento do zero, desde a primeira perfuração, geralmente leva cerca de 10 anos”, disse Nery.


Citado de mining.com


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